Alcindo, no Flamengo em 1990 |
Outra revelação do cenário futebolístico brasileiro e internacional é o atacante Alcindo Sartori, 40, descoberto pelo olhar clínico do treinador cascavelense Elói Kruger. Hoje, o fazendeiro Alcindo mora na pacata cidade de São Miguel do Iguaçu, onde, ao lado da esposa Leila, é sócio da Disam, uma sólida empresa voltada à compra e venda de cereais e insumos agrícolas com atuação em todo o Oeste do Paraná.
Incentivado pelos pais Alcides e Irene, Alcindo Sartori, natural de Medianeira, trocou a lida na roça em Serranópolis do Iguaçu em busca de um futuro promissor em Cascavel. "A dedicação é o segredo do sucesso", ensina. "Venci na vida por vontade e por acreditar na realização dos meus sonhos". Aos 13 anos, participou de testes no Grêmio mas não conseguiu dar continuidade à carreira por falta de recursos para se manter em Porto Alegre.
Sua história começou a mudar definitivamente quando Alcindo veio para Cascavel, defender os juniores. Um ano depois, indicado por Elói Kruger, arrumou as malas e enfrentou 28 horas de viagem de ônibus até o Rio de Janeiro para participar de testes no Flamengo. "Pra ajudar, o ônibus quebrou no meio do caminho e ficamos parados por quatro horas até retomar a viagem", recordou o bem humarado Alcindo. A disciplina tática e a força alçaram o jogador ao time profissional do Flamengo aos 18 anos.
Sua história começou a mudar definitivamente quando Alcindo veio para Cascavel, defender os juniores. Um ano depois, indicado por Elói Kruger, arrumou as malas e enfrentou 28 horas de viagem de ônibus até o Rio de Janeiro para participar de testes no Flamengo. "Pra ajudar, o ônibus quebrou no meio do caminho e ficamos parados por quatro horas até retomar a viagem", recordou o bem humarado Alcindo. A disciplina tática e a força alçaram o jogador ao time profissional do Flamengo aos 18 anos.
Em 1986, o veloz atacante conquistou o seu primeiro título como profissional, sagrando-se campeão carioca contra o Vasco da Gama. Alcindo calcula ter marcado mais de 300 gols ao longo de sua meteórica carreira. Em 1987, conquistou o Campeonato Brasileiro e em 1990 foi campeão da Copa do Brasil. Na Seleção Brasileira, teve atuação marcante nas categorias Sub-17, Sub-20 e Sub-23.
Em 1990, foi envolvido em uma transação por empréstimo com o São Paulo. Para o Flamengo foram o zagueiro Adílson, o lateral-esquerdo Nelsinho e o meia Bobô. Alcindo e o lateral-esquerdo Leonardo seguiram para o Morumbi. No tricolor paulista, Alcindo não conseguiu brilhar. No ano seguinte, já estava defendendo o Grêmio. Dois anos depois, em 1993, deixava o país para defender o Kashima Antlers, do Japão, onde teve como companheiro Zico, com quem já havia atuado no Flamengo.
O fator de nunca ter obtido uma chance na equipe principal do Brasil é justificada por Alcindo. "Na mesma época, recebi o convite de Zico para jogar no Japão e no melhor momento da carreira, larguei tudo para virar ídolo no outro lado do planeta". Foi questão de tempo para Alcindo ser um ícone e uma marca na terra do sol nascente. Sua principal característica física era os cabelos compridos contrastando com a careca, marca registrada do jogador e que lhe rendeu bons contratos, inclusive como garoto-propaganda da Pepsi.
Depois de uma passagem pelo Verdy, outra equipe famosa do futebol japonês, Alcindo retornou ao Brasil em 1996. Por indicação do técnico Valdir Espinosa, o atacante foi contratado pelo Corinthians. Sua passagem pelo Parque São Jorge foi curta, mas, pelo menos, com um título: Torneio Ramón de Carranza. Alcindo, por sinal, foi autor de um dos gols corintianos na vitória sobre o Cadiz na semifinal da competição.
Depois do Corinthians, Alcindo defendeu o Fluminense e como último clube atuou no CFZ, o time de Zico, que disputava o Campeonato Carioca.
Em julho do ano passado, Alcindo voltou ao Japão para disputar um jogo amistoso entre Kashima Antlers e Verdy Kawasaki, marcando a despedida do jogador japonês Honda. O brasileiro que virou um ícone do futebol japonês costuma conversar regularmente com Zico e Jorginho, auxiliar técnico de Dunga na Seleção Brasileira. Alcindo já recebeu em São Miguel a visita de jogadores renomados como Evair, Sócrates, Branco, Cláudio Adão, Toninho Cerezo, Éder e Aílton. Alcindo Sartori é pai de três filhos. Do primeiro casamento, Igor (15) e Isabela (8) e do segundo, Laura (2). Casado com Leila há quatro anos, mora em uma fazenda-modelo de 400 hectares no interior de São Miguel do Iguaçu.
Fonte: Rádio Gol - Especial por Vandré Dubiela.
Obs.: Preto Casagrande, meia do Vasco, Olaria, Vitória, Bahia, Vitória de Guimarães (Portugal), Santos e Fluminense (contribuição: Geraldo Magela).
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